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A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) do Rio de Janeiro pode requerer que as lombadas eletrônicas do Estado sejam desligadas durante as madrugadas nos trechos com alto índice de roubos. Segundo anúncio do presidente da seccional da OAB fluminense, Wadih Damous, a entidade está disposta a ir ao Judiciário para requerer a anulação dos atos administrativos da Secretaria Municipal de Transportes.
Ele defende que a prefeitura baixe um ato desobrigando os motoristas a diminuírem a velocidade em determinados locais durante a noite. "É um absurdo que não se tenha a sensibilidade de perceber que a exigência de lombadas e de pardais de diminuição de velocidade em determinadas áreas da cidade, em horário noturno, é absurda e põe em risco a vida das pessoas", afirmou Damous.
O presidente da OAB do Rio anunciou a possível iniciativa de requerer na Justiça o desligamento fiscalização eletrônica ao tomar conhecimento da resistência à medida, manifestada pelo secretário municipal de Transportes, Arolde de Oliveira. O secretário afirmou que o problema é de segurança pública e impôs a divisão da responsabilidade com a Polícia Militar (PM) como condição para desativar os redutores de velocidade.
O debate em torno do desligamento das lombadas eletrônicas de madrugada em trechos com alto risco de roubos ganhou força no último dia 31, quando foi baleado o ortopedista Lídio Toledo Filho, filho do ex-médico da seleção brasileira de futebol. Segundo a OAB, criminosos perseguiram o automóvel depois que ele reduziu a velocidade na fiscalização eletrônica para menos de 40 quilômetros por hora.
Fonte: A Tarde online
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